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  • Marta F. Alexandre is assistant professor at the Polytechnic of Leiria and integrated member of CELGA-ILTEC of the Un... moreedit
INTRODUÇÃO A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) recebe estudantes internacionais com diferentes propósitos. Da oferta formativa disponibilizada, destacam-se os cursos intensivos... more
INTRODUÇÃO A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) recebe estudantes internacionais com diferentes propósitos. Da oferta formativa disponibilizada, destacam-se os cursos intensivos de português língua estrangeira (PLE), os cursos de português língua estrangeira para estudantes ERASMUS e, desde o ano letivo 2006/2007, têm surgido diversos cursos com enfoque no ensino do PLE destinados a estudantes chineses. Atualmente existem, na ESECS, 5 cursos de PLE frequentados por alunos chineses. Estes alunos chegam aos cursos depois de terem estudado língua portuguesa durante, pelo menos, um ano em instituições de ensino superior chinesas. Entre as instituições parceiras (a ESECS e a instituição de ensino superior chinesa) é definido o nível de língua portuguesa que se espera que os alunos chineses dominem, quando vêm prosseguir os seus estudos em Leiria. Por norma, o nível de referência é o A2, embora a prática tenha revelado que os alunos, no momento da chegada, não apresentam todos o mesmo nível de língua. Como consequência, nas turmas coexistem alunos com diferentes níveis de proficiência linguística. Por forma a facilitar o trabalho dos docentes, optou-se por implementar, no início do de cada ano letivo, um teste diagnóstico de proficiência linguística. Este teste pretende dar a conhecer o real nível de língua dos alunos nas diferentes competências e identificar as áreas em que revelam maiores dificuldades, para que se possam desenvolver medidas de apoio. CASO ESPECÍFICO DOS ALUNOS CHINESES DA ESECS Atualmente a ESECS oferece 5 cursos nos quais o ensino de língua portuguesa a alunos chineses tem um papel central. A frequência destes cursos pelos alunos está enquadrada em protocolos estabelecidos entre a ESECS e instituições de ensino superior de diversas regiões chinesas, tal como se especifica na seguinte lista: Tradução e Interpretação Português-Chinês (Macau); Língua e Cultura Portuguesa (Pequim); Chinese-Portuguese-English Studies (Sichuan); Relações Comerciais China-Países Lusófonos (Macau); Língua Portuguesa Aplicada (Hainan, Jilin, Jiangxi, Sichuan). À exceção dos alunos do curso de Chinese-Portuguese-English Studies, todos os outros já efetuaram estudos de português na China. Portanto, prevê-se que ao chegar à ESECS os alunos tenham determinado nível de proficiência linguística e que venham enquadrados em grupos mais ou menos homogéneos. A realidade é, no entanto, bem diferente já que cada grupo apresenta elevados níveis de heterogeneidade ao nível da proficiência linguística. Esta dificuldade agudiza-se devido à diferença dos métodos de
INTRODUÇÃO Portugal desenvolve cursos e formações nos domínios do ensino, da difusão e da promoção da língua portuguesa-como Língua Segunda (L2) ou como Língua Estrangeira (LE)-tanto em território nacional, como em território estrangeiro.... more
INTRODUÇÃO Portugal desenvolve cursos e formações nos domínios do ensino, da difusão e da promoção da língua portuguesa-como Língua Segunda (L2) ou como Língua Estrangeira (LE)-tanto em território nacional, como em território estrangeiro. O número de estudantes internacionais a estudar em Portugal tem aumentado significativamente nos últimos anos. A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) recebe, todos os anos, estudantes internacionais com diferentes propósitos, estudantes Erasmus e, desde o ano letivo 2006/2007, estudantes chineses. O significativo aumento do número de estudantes chineses tem representado um desafio para os docentes de português língua estrangeira. Nas secções seguintes, será feita uma explanação das dificuldades sentidas, bem como a apresentação de um projeto que é uma das respostas encontradas para essas dificuldades. Trata-se de um projeto único pelas suas características e modo de funcionamento. Tem demonstrado eficácia em alcançar os seus objetivos, não apenas de cariz linguístico mas também ao nível da interação e integração sociais e culturais dos alunos. CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS Desde esse ano 2006/2007, o número de estudantes chineses na ESECS tem vindo a aumentar. Os primeiros estudantes chegaram no âmbito do ciclo de estudos Tradução e Interpretação Português/Chinês-Chinês/Português (TIPC), cujo funcionamento resulta da parceria da ESECS com duas instituições de ensino superior chinesas. No ano letivo de 2017/2018 estão em funcionamento mais quatro cursos, de características muito diversas, centrados no ensino do português língua estrangeira, e tendo como público-alvo estudantes chineses. Os estudantes chineses que frequentam estes cursos chegam com níveis de proficiência linguística em português muito diferentes, não apenas pelo nível de proficiência linguística requerido para integrar cada curso, mas também pelas características individuais de cada estudante e das instituições de origem. De referir ainda que a duração da sua permanência na ESECS também é distinta. Há outros aspetos, além da proficiência linguística com que os estudantes chegam à ESECS, que assumem um papel determinante no processo de ensino e aprendizagem. Falamos de aspetos culturais e do sistema de ensino chinês que se configuram como pequenos entraves iniciais ao complexo percurso que os estudantes chineses têm de percorrer durante a sua estadia. Estes entraves, que a seguir se apresentam, são o alvo a abater para que os estudantes chineses alcancem o sucesso no seu processo de aprendizagem. O background cultural dos estudantes chineses é muito diferente do dos estudantes portugueses. A cultura chinesa é bastante distinta da portuguesa e o trabalho desenvolvido, especificamente com estes estudantes, traz dificuldades quer ao nível formal de aprendizagem de uma língua, quer ao nível cultural. São estudantes para quem o português
Caro/a colega, Temos o prazer de anunciar a realização do Encontro Nacional sobre Discurso Académico nos dias 7 e 8 de setembro de 2018, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. O evento é... more
Caro/a colega,

Temos o prazer de anunciar a realização do Encontro Nacional sobre Discurso Académico nos dias 7 e 8 de setembro de 2018, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.
O evento é organizado pelo Núcleo Temático Discursos e Práticas Discursivas Académicas, do CELGA-ILTEC (Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada-Instituto de Linguística Teórica e Computacional), da Universidade de Coimbra.
Enviamos em anexo a primeira chamada de trabalhos e agradecemos a sua divulgação.


Cordialmente,

Pel'A Comissão Organizadora,

Marta Filipe Alexandre

Encontro Nacional sobre Discurso Académico - http://sites.ipleiria.pt/1enda2018
Research Interests:
E-mail is one of the most frequently used communication tools in today’s world. In the field of education, particularly in higher education, the use of e-mail has also become a very common means of communication between students and... more
E-mail is one of the most frequently used communication tools in today’s world. In the field of education, particularly in higher education, the use of e-mail has also become a very common means of communication between students and teachers. The aim of this study was to characterize the use of e-mail by Chinese students in communicating with their Portuguese teachers during a one-year stay in Portugal at a college of higher education for the purpose of learning about Portuguese language and culture. In order to carry out this study a corpus of over a thousand e-mails sent by the students to the programme teachers was collected and analysed. Regarding the specific analysis performed in the study here presented, the following categories were adopted: (a) the situation in which the e-mail message is embedded, (b) the communication turn to which it corresponds and through which the interaction between the sender and recipient unfolds, (c) the purpose of the e-mail, (d) the presence of text, and (e) (if present) its structure and its length. The results showed a division of the e-mails over two types of dominant situations as the immediate contexts for e-mail sending: (i) situations related to the courses attended by the students and (ii) situations related to the coordination of the programme. These two situations differ in relation to: purpose, level of interaction, text presence (or absence) in the message body, and message length. More specifically, the purposes arising from the context of the courses relate primarily to homework sending, while the predominant purposes of e-mail messages related to coordination are information request, in particular information concerned with the choice of optional courses or the participation in various activities provided by the college. The analysis revealed that the text presence as well as the average text length are more expressive in situations associated with the coordination of the programme. As for the implications of this research, the work points to the relevance of creating diverse communication situations for the students to make different uses of the e-mail. Moreover, these situations should not be limited to the students’ own restrict context but should also refer to other aspects of their staying abroad, such as their participation in college life and in the community in which they are living and learning the language and culture.
Keywords: e-mail, writing, student-teacher interaction, language learning, studying abroad
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"Neste trabalho, estudamos práticas de negociação e mediação da diferença baseadas na oposição entre «pobres» e «não-pobres», operando no contexto específico da tentativa de promoção da emancipação e do protagonismo numa revista de rua."
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In CD - Estratégias e materiais de ensino-aprendizagem para Português Língua Não Materna (PLNM)
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Este volume reúne os textos de muitas das comunicações apresentadas na Oficina de Filosofia das Ciências Sociais e Humanas organizada pelo Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa e pelo Grupo Discurso e Literacia do... more
Este volume reúne os textos de muitas das comunicações apresentadas na Oficina de Filosofia das Ciências Sociais e Humanas organizada pelo Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa e pelo Grupo Discurso e Literacia do Instituto de Linguística Teórica e Computacional no dia 29 de maio de 2008 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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A onda pedagógica diz respeito à variação, registada ao longo de uma aula, entre conhecimento técnico e conhecimento comum e entre conhecimento abstrato e conhecimento particularizado. O termo, decorrente dos conceitos de densidade e... more
A onda pedagógica diz respeito à variação, registada ao longo de uma aula, entre conhecimento técnico e conhecimento comum e entre conhecimento abstrato e conhecimento particularizado. O termo, decorrente dos conceitos de densidade e gravidade semânticas, surge no âmbito de estudos em Linguística Educacional e em Sociologia sobre pedagogia e práticas de construção e transmissão de conhecimento (cf. Martin & Maton (eds) 2013, Martin et al. 2017, Martin & Zappavigna 2019).
Assume-se que nas aulas de pendor expositivo se realiza o ensino/aprendizagem eficaz de conhecimentos fundamentais e que, para tal, as aulas deverão ser constituídas por ondas pedagógicas. Assim, o momento inicial de introdução de conhecimento especializado ou técnico numa aula deve ser seguido pelo seu desempacotamento em conhecimento mais acessível que, por sua vez, deve ser reempacotado de novo num plano mais técnico. Da mesma forma, a introdução inicial de discurso independente do contexto deve ser seguida pela sua particularização, num formato mais negociável e intermodal, que, por fim, deverá ser depois ser novamente afastado para um plano mais abstrato, factual e explícito.
Reforça-se que, na ausência de onda, os alunos ficam submersos no conhecimento comum e particularizado que já possuíam antes da aula. Quando o professor situa toda a aula num mesmo plano de conhecimento abstrato e técnico, os alunos não são munidos de ferramentas para aceder a esse conhecimento. Quando o professor apresenta um conceito abstrato e depois um exemplo, sem percorrer o movimento inverso de abstração e sua tecnicalização, estamos perante um elevador que só consegue descer.
Considerando a necessidade de trilhar ondas pedagógicas ao longo das sequências de aprendizagem, foca-se o exemplo da diversidade de tarefas implementadas para ensinar/aprender a aplicar categorias de análise de textos multimodais (em aulas de Análise do Discurso e de Semiótica). Partilham-se algumas inquietações fundamentais e reitera-se a vontade de continuar a trabalhar para preparar e apoiar todos os alunos para as tarefas específicas que se pretende que sejam capazes de realizar.

Referências
Martin, J. R. & K. Maton (eds) (2013). Special Issue: ‘Cumulative knowledge-building in secondary schooling’. Linguistics and Education 2013, 24(1).
Martin, J. R., Maton, K., Quiroz, B. & M. Vidal (2017). Special Issue ‘Systemic Functional Linguistics and Legitimation Code Theory on Education and Knowledge’. Onomázein.
Martin J. R. & M. Zappavigna (2019). Embodied meaning: a systemic functional perspective on body language. Functional Linguistics 6(1).
Breve reflexão sobre a aplicação de análise linguística sistémico-funcional no âmbito de análise discursivas críticas. Quando a LSF e a ACD são duas amigas inseparáveis...
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The data comprises texts from 10 History textbooks currently used in Portugal. The evaluation of historical events (regarding situations where a nation transposes its geopolitical borders) is different, depending on the nations involved.... more
The data comprises texts from 10 History textbooks currently used in Portugal. The evaluation of historical events (regarding situations where a nation transposes its geopolitical borders) is different, depending on the nations involved. While the actions of the Portuguese are legitimated and positively evaluated, the actions of others (such as, for example, the French troops or the Spanish soldiers) are explicitly evaluated negatively, and are sanctioned as inappropriate. Given that the linguistic resources and techniques that construe evaluation are diverse, we claim that History teacher's need to approach texts with linguistic tools and linguistic awareness.
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English: How do scientists distinguish sciences? This is my research question, and it is grounded on LCT's premisse that representation of knowledge always implies claims about knowledge, that is, legitimation. The question is explored... more
English:
How do scientists distinguish sciences? This is my research question, and it is grounded on LCT's premisse that representation of knowledge always implies claims about knowledge, that is, legitimation. The question is explored through the linguistic-discoursive analysis of an answer given by a biologist when interviewed. The main LSF categories applied in this case were Engagement, Probability and Obligation.
First I contend that we cannot identify the predominant specialization codes for biology, because this biologist doesn't represent nor claim biology as specialized knowledge. Instead what he represents and claims as specialized knowledge is science. My purpose is, then, to point out lines of explanation for this focus on science, rather than on biology.

Português:
Como é que os cientistas distinguem as ciências? Esta é a nossa pergunta de pesquisa. Na apresentação explora-se esta interrogação por meio da análise linguístico-discursiva de uma resposta dada por um biólogo em contexto de entrevista. O nosso propósito é demonstrar como é que se pode compreender que um biólogo não produza qualquer representação e reivindicação da biologia enquanto conhecimento especializado. Espera-se que a análise mostre que o biólogo não constrói qualquer legitimação sobre a biologia, mas sobre a ciência. E espera-se ainda que a discussão crítica aponte linhas de explicação. O ponto de partida para a análise, feita com categorias da linguística sistémico-funcional, é uma teoria recentemente elaborada a partir do trabalho de Bernstein, Bourdieu e do realismo crítico: a teoria dos códigos de legitimação. Desenvolvida por Karl Maton, a teoria dos códigos de legitimação tem vindo a ser aplicada e ampliada também junto da comunidade sistémico-funcional (confira-se, por exemplo, volumes recentemente editados por Frances Christie, Jim R. Martin e Sue Hood, entre outros).
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